Alimentar uma ideia

terça-feira, 6 de junho de 2017

 Não sei se algum dia o referi aqui, mas, participo sempre nas campanhas do Banco Alimentar, faça chuva, faça sol, tenho maratonas de testes ou maratonas de praia, esteja com dores de corpo ou pronta para 6 horas de desporto. É uma iniciativa que está organizada de forma clara, evidente e reflectida.
 Sempre fiquei no armazém e, normalmente, calhava-me a zona dos leites, onde passamos horas a carregar leites, colocá-los em conjuntos de seis e a levá-los em banda para um outro sector. É um trabalho cansativo fisicamente, porém, muito bom, alguém teria de o fazer! Contudo, na última campanha, dias 27 e 28, uma pessoa muito querida na minha vida estava desesperada à procura de pessoas para os Supermercados, uma vez que as escolas e respectivos miúdos não podiam. Foi assim que me estreei na linha da frente.
Após uma longa tarde de estudo e voluntariado...
 Às 14h30 lá estava eu no Continente, pronta para distribuir sacos, recolher e explicar, a quem não conhecia, em que consiste este voluntariado.
 Devo dizer-vos que não esperava sentir o que o meu coração estava a sentir. Primeiro, levei comigo quatro amigos que sabia encherem aquele espaço de alegria, espírito de equipa e boa vontade. Em segundo, deixei que o meu sorriso se abrisse verdadeiramente, era impossível tal não acontecer dada a grandiosidade do que estávamos ali a fazer. Às 16h20, vieram trocar de camisola connosco e eu só pensava «Quem me dera não ter de estudar, pois, ficava aqui a tarde inteira!»
 Ainda tive oportunidade de explicar a três estrangeiros em que consistia a campanha - sim! em inglês - e, os três, separadamente, disseram-me que iam contribuir e que eu tinha sido super amável e paciente a explicar-lhes tudo direitinho. 
 Perceber que ainda há muita gente disposta a ajudar e a contribuir com o que realmente pode deixou-me o coração bem quentinho. É uma fase difícil para o povo português, sem dúvida, e, mesmo assim, as pessoas pegam nos sacos e põe lá dentro pelo menos um ou dois produtos. É lindo de se ver!
 Cheguei a casa cansada, andei sempre de um lado para o outro. Todavia, também cheguei a casa com uma luz interior que nem cabia em mim. É tão bom ajudar... e custa tão pouco!
 E vocês? Participaram? Vão participar na próxima?

Almost there!!!

quinta-feira, 11 de maio de 2017

 Pessoal, falta exactamente um mês para um dos meus dias favoritos do ano: O MEU ANIVERSÁRIO! Soo mesmo egoísta, eu sei, mas, é tão bom fazer anos e sentirmos que as pessoas tiraram um minutinho do dia delas para nos aconchegar e celebrar junto de nós.
 Ainda por cima é um número redondo, 20 anos! Aproximadamente 7300 dias de mim por aí. Será que já deixei a minha marca nalgum lado? Posso dizer com certeza que já muitos sítios, pessoas e momentos me marcaram. Não sei que importância ou grandeza terão daqui a uns anos, porém, já moldaram quem eu sou e fizeram com que eu chegasse aqui.
 Um mês.... ahhhh mal posso esperar!

Leap!, um filme motivador

terça-feira, 9 de maio de 2017

 Este domingo, vi Leap! enquanto estudava, uma vez que ainda estou desafogada de frequências e avaliações. Um filme que retrata a vida de uma jovem órfã cujo maior desejo é ser bailarina.
 Felicie vive num orfanato misto e sonha diariamente fugir com o seu melhor amigo, Victor, para Paris onde almeja por ingressar na Grand Opera e tornar-se uma das únicas meninas dançarinas.
 Quando, finalmente, Victor arranja um plano suficientemente bom para escaparem daquela casa que limita os sonhos, os dois são convidados a viver aventuras inesperadas e lançam-se num espírito aventureiro e corajoso enorme. Acabam por se separar, mas, ambos conseguem ir safando-se, sem nunca se esquecerem de se reencontrarem e actualizar as aventuras.
 A jovem traquina conhece uma mulher que anda de bengala e limpa a casa de uma senhora muito má, começa a viver com ela, ajudando-a nas limpezas, até que começa mesmo a ser treinada por esta quando rouba a identidade à filha da senhora má para entrar numa classe de bailarinas.
 O que mais me inspira e motiva é a evolução que a miúda fez e a paixão que esta tinha. durante o filme, as pequenas bailarinas são confrontadas com a pergunta «Porque danças?», sendo poucas as que sabem responder, isto intrigou-me mesmo muito!
 Não conseguindo evitar o meu espírito curioso, irrequieto, comecei a pôr a vida atleta de Felicie em paralelo com a minha. Também eu comecei a praticar patinagem artística mais tarde do que o «normal» e todos os dias é um desafio para acompanhar as crianças que não racionalizam e fazem aquilo naturalmente desde pequeninas.
 Com este filme de animação mesmo bonito, reiterei que com trabalho, esforço e dedicação conseguimos mesmo chegar mais longe. Ela não desistiu. E respondeu à pergunta que lhe colocaram sem hesitar e com lágrimas nos olhos e no coração! Não dança apenas porque alguém projectou que isso seria o melhor para ela.
 Eu consigo responder à pergunta «Porque patinas?». E vocês, conseguem, interiormente, saber porque praticam certas actividades?

52 Semanas | 15 e 16: O que há de pior no mundo virtual e Isso para mim não é diversão...

segunda-feira, 8 de maio de 2017

  • Comentários maliciosos, nunca os percebi, se as pessoas vão espalhar más energias, mais vale nem comentarem... será que não percebem que também só lhes faz mal!?;
  • o factor vicioso, o mundo virtual causa uma dependência gigante, como é óbvio, cabe-nos a nós discernir se estamos viciados ou não, porém, é muito complicado contornar um vício;
  • Identidades falsas, é tão fácil criar um perfil, uma história, uma cara, não custa nada e pode ser bem perigoso para quem é ingénuo e acredita em tudo e todos à primeira;
  • Distância, se, por um lado, pode haver quem apenas esteja aqui para nos enganar, por outro, de certeza que há muita boa gente por aqui e, infelizmente, nem sempre podemos conhecê-los ou torná-los ainda mais constantes no nosso dia-a-dia, pois, embora estejamos à distância de um clique, também estamos à distância de alguns quilómetros físicos;
  • Informação que transborda, ter alguma informação é bom, acesso a boa informação é precioso, imensos artigos, histórias, testemunhos, documentários, vídeos, convergentes ou divergentes pode tornar-se problemático - não acreditem em tudo o que lêem.

  • Sair com intenção de ficar completamente K.O., não sei como é que se aproveita bem a noite nestas condições, mas não julgo quem o faz;
  • Passar um serão a comentar a vida dos outros, e acreditem que há muita gente que aprecia e valoriza fazer isto;
  • Wrestling, nunca percebi ou gostei de ver, porém, gosto de boxe, artes marciais e tudo o que esteja relacionado com estes últimos;
  • Quando estou na berma da piscina e me salpicam e são inconvenientes a molhar-me, sempre disse que uma coisa é ser uma vez e com carinho, outra é estarem mesmo a perceber que me estão a incomodar e não pararem;
  • Combates de animais, não sei porque é que as pessoas acham isto divertido ou interessante de alguma forma...

 Ando mesmo super atrasada na publicação desta rubrica. Peço desculpa, por andar atrasada e porque vão levar um dose a quadruplicar!!!