A amizade é um dom e as despedidas uma treta!

segunda-feira, 31 de julho de 2017

 É impossível ficar indiferente à despedida entre amigos... Quando era pequena, olhava para as pessoas à minha volta e questionava-me como aguentavam dizer até já sem prazo de validade, acenar com esperança de uma retribuição, um último abraço com esperança de mais aconchegos no futuro.
 «Mãe, tenho mesmo de me despedir? Mas não vai ser a última vez que vamos vê-los, pois não?»
 Consigo entender a necessidade de cumprimentar as pessoas sempre que estamos com elas e o encontro termina, afinal, não sabemos o que acontecerá no segundo a seguir e transformamo-nos, neste ritual, um pouco mais receptivos à personalidade do outro. Compreendo que seja uma tradição de gerações e gerações, tendo já passado pelos mais diversos feitios: vénias, acenos, tirar do chapéu, piscar de olhos... Percebo a despedida quando sabemos que é temporária e, mesmo assim, não capto a ideia na sua totalidade.

Amarelinha #5

sexta-feira, 28 de julho de 2017

 No início deste mês surpreendente, a Amarelinha acompanhou-me na primeira viagem da qual só tínhamos o percurso planeado, uma experiência nova para ambas que se tornou numa das melhores memórias junto de duas pessoas maravilhosas: os meus primos.
 Saímos sem saber o que esperar e com o que contar, sabendo apenas que o nosso objectivo era explorar um pouco da Costa Vicentina, esta relíquia que está tão perto de nós e a qual tendemos a ignorar.
Já estava a meio do prato!