Livro de elogios, por favor!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

 Sejamos sinceros... quantas vezes não vamos a uma loja e somos atendidos de forma fria, não respondem às nossas necessidades e ainda conseguem ser inconvenientes ao dirigir-se a nós e ao nosso «problema»? Mais ainda: quantas dessas vezes não ficamos com vontade de pegar no livro de reclamações e escrever o quão desagradados ficamos nesse dia e com esse tratamento em específico?
 Compreendo perfeitamente a necessidade de um Livro Vermelho, onde expressamos a frustração e desapontamento que sentimos, afinal, se uma loja/um espaço tiver mesmo interesse em ser o melhor possível, vai, certamente, atentar às palavras escritas e tentar convertê-las em actos que possam criar um ambiente harmonioso e livre de problemas e reacções desagradáveis.
 Todavia, há sempre nesta situação algo que me incomoda...

Amarelinha #6

sábado, 5 de agosto de 2017

 Descritos os dois primeiros dias da aventura deste Verão, não vos podia deixar sem saber como foram os 2 últimos. Por isso, vos escrevo. Acordem comigo, em Porto Côvo, com um nascer-do-sol que nos deixa sem sabermos respirar, e viajemos...
O acordar na tenda.
 Tendo em conta que acordo sempre primeiro que as galinhas, voltei a adormecer, para acompanhar a rotina dos meus primos. Começámos a arrumar às nove e despedimo-nos de um sítio belo e simples, partindo para Odemira, onde montámos o nosso estaminé no Parque de Campismo de São Miguel, que nos surpreendeu pela qualidade higiénica e pelo espaço cheio de sombras e calma. Foi o parque mais caro da viagem, mas não tenho razão de queixa, aliás, as casas de banho tinham papel higiénico - acreditem, isto é inédito!!!
Amarelo torrado... eu ou a parede?

 Eram 11h30 quando estacionámos o carro na Vila de Odeceixe, bem pequenina, quente e peculiar. Todas as casas tinham uma cor que as caracterizava e embelezava, até havia uma com friso amarelo torrado que aqueceu o meu coração. Andámos sem horários absorvendo cada detalhe, canto e pessoa - não havia assim tantas -, parámos para comer qualquer coisa leve e partimos para a praia de Odeceixe. Presenteados com uma descida bem íngreme, suspeitámos que não nos ia agradar... estávamos enganados. Uma mistura de mar e rio, um areal quase branco, famílias sorridentes e numerosas, bolas de praia a voar de mãos em mãos, cinco nadadores salvadores bem atentos e preocupados, ondas calmas, porém, energéticas.
Sim, já eram nove horas.
 Completamente rendidos aos encantos desta praia, ficámos surpreendidos quando vimos 21h nos ecrãs. Despedimo-nos depois de subirmos aquilo que pensámos ser a maior rampa da nossa viagem e encerrámos o nosso dia na Taberna do Gabão, onde não fomos tão bem atendidos quanto desejávamos, mas, onde comi a 2ª vez uma pratada de sardinhas.
A vila era mesmo bonita!
 Exaustos, adormecemos assim que nos vimos dentro dos sacos cama. Acordámos no dia seguinte, tristes por ser o último, mas ansiosos para o que nos aguardava. Desfizemos a tenda, pusemos tudo na mala do carro, a minha Amarelinha continuava organizada, ao contrário da Vermelha da minha prima que mais parecia um campo de batalha, e partimos para a Praia de Arrifana.
Areia, quase branca, molhada.
 Como nos perdemos ligeiramente pelo centro de Aljezur - nome este que ainda não consigo pronunciar -, ainda pudemos visitar o Castelo de Aljezur, que contém placas com a história e cujas ruínas valem a pena serem pisadas.
O final da rampa em Arrifana.
 Assim que estacionámos, deparámo-nos com a verdadeira rampa, dividida em quatro... talvez quisessem atenuar o quão aquilo descia. Chegados lá abaixo, acomodámo-nos nas toalhas e demos os mergulhos mais saudosos que posso imaginar. Uma, duas, três, quatro idas ao mar, 2 sonecas e 40 minutos de leitura depois, estava na hora de partir.
Guardanapos amarelos e detalhes do último café!
 Com a minha prima prestes a ceder 1€ a um carrinho para a levar até ao topo, subimos as 4 rampas e olhámos para o horizonte em jeito de despedida. Estávamos a vir embora quando avistámos o restaurante onde comi a 3ª e melhor pratada de sardinhas: Brisamar, super bem recebidos, uma vista privilegiada e com guardanapos amarelos, poderia eu pedir melhor?
Mais detalhes.
 A viagem de regresso para o Norte poderia ter sido toda feita pela auto-estrada... não fazia sentido para nós. Até Comporta, permitimo-nos ir pela nacional, apreciando todos os recantos que não visitáramos: Vila Nova de Milfontes, Zambujeira do Mar, etc. Além disso, pudemos passar por terras com nomes que nos deixavam a rir durante algum tempo. Sendo que o importante é pôr Pouca Farinha na coisa, o lema é traz o principal e Deixa o Resto e quase que conversávamos com a Maria Vinagre e seu vizinho João Roupeiro.
 Não sei ainda como descrever esta viagem de forma a transmitir a plenitude de que fui alvo e a companhia que já não sentia há anos. Fazê-lo com os meus primos foi um prémio e tenho a sensação que pretendemos repetir esta experiência.
 Espero, honestamente, que tal descrição vos incentive e que dê azo a histórias únicas e pessoais.
Cara de alguém mesmo feliz!